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Reabilitação cardiorrespiratória

Recuperar a capacidade de respirar, se movimentar e viver com mais autonomia

Depois de uma internação, uma cirurgia ou ao conviver com uma doença respiratória, é comum perceber mudanças na força, na resistência física e na capacidade de realizar atividades que antes faziam parte da rotina.

A reabilitação utiliza exercício terapêutico, treinamento respiratório e fortalecimento muscular para ajudar a recuperar a capacidade funcional e melhorar a tolerância ao esforço. O programa é individualizado de acordo com a condição clínica, os sintomas, a capacidade funcional e os objetivos de cada pessoa.

Rita Costa, fisioterapeuta

Como está sua capacidade de realizar as atividades do dia a dia?

A falta de ar é apenas uma parte da avaliação. Para compreender o impacto de uma condição respiratória, também é importante observar quanto você consegue caminhar, como seu corpo responde ao esforço, sua força muscular e quais atividades passaram a exigir mais esforço.

A escala mMRC, do Modified Medical Research Council, é um instrumento utilizado para quantificar o grau de dispneia relacionado às atividades cotidianas. Qual situação mais se aproxima da sua rotina?

A mMRC é uma ferramenta de avaliação da dispneia e não substitui uma avaliação clínica ou diagnóstico. Falta de ar de início súbito, intensa ou que esteja piorando rapidamente precisa de avaliação médica.

Para quem a reabilitação pode ser indicada?

Pode fazer parte do cuidado de pessoas com diferentes condições respiratórias e situações de redução da capacidade funcional.

Depois de uma internação

Períodos de internação e imobilidade podem contribuir para perda de força muscular, redução do condicionamento físico e diminuição da capacidade funcional. A reabilitação ajuda a estruturar um retorno progressivo às atividades, respeitando a condição clínica e a tolerância ao esforço.

Antes e depois de uma cirurgia

Cirurgias torácicas e abdominais podem alterar temporariamente a mecânica respiratória, a mobilidade e a capacidade funcional. A fisioterapia pode atuar tanto no pré-operatório, preparando o paciente para o procedimento, quanto no pós-operatório, auxiliando na recuperação respiratória e funcional.

Doenças respiratórias crônicas

Pessoas com DPOC, bronquiectasias, fibrose pulmonar e outras condições respiratórias crônicas podem apresentar falta de ar, redução da tolerância ao exercício e perda de força muscular. O treinamento físico e respiratório individualizado pode contribuir para melhorar a capacidade funcional.

Redução da capacidade física

Nem sempre existe uma doença respiratória claramente diagnosticada. Algumas pessoas percebem que passaram a sentir falta de ar ou cansaço para atividades que antes realizavam com facilidade. A avaliação ajuda a identificar o que está limitando o desempenho e quais estratégias podem ser utilizadas.

Rita Costa, fisioterapeuta

Como funciona o acompanhamento

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Avaliação funcional

O primeiro passo é entender o ponto de partida. A avaliação pode incluir teste de caminhada, avaliação da força muscular respiratória e periférica, escalas de dispneia e percepção de esforço, além de outros parâmetros conforme a condição clínica.

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Programa individualizado

A partir dos resultados, são definidos os exercícios e a dose adequada de treinamento. O programa pode combinar exercício aeróbico, fortalecimento muscular periférico, treinamento da musculatura respiratória e exercícios respiratórios.

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Progressão do exercício

O exercício é ajustado progressivamente conforme a evolução da capacidade funcional. A ideia é encontrar o estímulo adequado para promover adaptação sem ultrapassar os limites de segurança.

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Reavaliação

Ao longo do acompanhamento, os principais parâmetros são reavaliados para verificar a evolução e ajustar o programa.

O que faz parte da reabilitação?

A reabilitação não se resume a exercícios respiratórios. O programa combina diferentes estratégias de acordo com a necessidade de cada pessoa.

Treinamento da musculatura respiratória

Exercícios específicos para desenvolver a força e a resistência dos músculos respiratórios, utilizando carga e progressão individualizadas quando indicados.

Exercício aeróbico

Caminhada, bicicleta ou outras modalidades podem ser utilizadas para desenvolver a capacidade cardiorrespiratória e a tolerância ao esforço. A intensidade é ajustada de acordo com a condição clínica e a resposta de cada paciente.

Fortalecimento da musculatura periférica

A perda de força dos braços e das pernas também pode limitar a capacidade funcional. Por isso, o programa pode incluir exercícios de força para os principais grupos musculares, com progressão individualizada.

Exercícios respiratórios

Técnicas respiratórias podem ser utilizadas de acordo com a necessidade, contribuindo para controle da dispneia, coordenação respiratória, mobilidade torácica e melhor percepção da respiração.

Educação em saúde

Entender a própria condição também faz parte da reabilitação: manejo dos sintomas, conservação de energia, reconhecimento de sinais de alerta, estratégias para lidar com a falta de ar e retorno seguro às atividades.

O objetivo não é apenas melhorar um exame. É melhorar a vida.

Subir uma escada sem precisar parar. Caminhar mais longe. Tomar banho sem ficar exausto. Carregar uma sacola. Voltar a se exercitar.

A evolução pode aparecer nos números, mas também precisa aparecer na rotina. Por isso, além das medidas objetivas, o acompanhamento considera as atividades que são importantes para você e que deseja voltar a realizar com mais segurança e autonomia.

Avaliar o que realmente limita

A capacidade funcional, a força, a dispneia e a resposta ao exercício ajudam a identificar os principais fatores que estão limitando sua rotina.

Treinar com uma dose adequada

Exercício também precisa de prescrição: intensidade, volume, frequência, descanso e progressão. O programa é ajustado à sua condição e evolui conforme sua capacidade melhora.

Participar ativamente do cuidado

Conhecer sua condição, entender seus sintomas e aprender estratégias para lidar com a falta de ar e com o esforço ajuda você a participar de forma mais ativa da própria recuperação.

Rita Costa

Vamos avaliar sua capacidade funcional?

Se você está se recuperando de uma internação ou cirurgia, convive com uma doença respiratória ou percebe que a falta de ar e o cansaço estão limitando atividades que antes faziam parte da sua rotina, uma avaliação pode ajudar a identificar seu ponto de partida e definir os próximos passos.

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